Terça-feira, Agosto 28, 2007

Seguindo o conselho da ministra

Já repararam como as mulheres têm uma forte tendência a controlar tudo a sua volta? Não sei se com vocês acontece o mesmo, mas eu sempre quis organizar tudo: a disposicão dos móveis, a arrumacão da casa, das roupas, de tudo.

É claro que eu sempre dividi as tarefas com o meu marido, desde que eu dissesse a ele o que fazer, lógico!

A gente vive dizendo que faz muitas coisas, mas, no fundo, tem mesmo é dificuldade de realizar um trabalho conjunto de verdade. E principalmente de aceitar um outro jeito de fazer as coisas.

Tenho pensado muito nisso, e tenho tentado dar mais espaco para o meu marido ser o dono da casa também. E ele tem se mostrado perfeitamente capaz de escolher e combinar os móveis, de limpar a casa e de fazer todas as tarefas que eu faco sem que alguém fique no pé dele comandando as coisas.

Às vezes, percebo que algumas mulher vêem uma certa incapacidade doméstica em seus maridos, mas não deixam que eles aprendam, experimentem etc. Ninguém nasce sabendo, não é mesmo? E se o homem não aprendeu os afazeres domésticos quando ainda morava com a mamãezinha, nunca é tarde para comecar.

Mas a última coisa que ele precisa é de uma mulher que fique reclamando de tudo o que ele faz, que queira que ele faca tudo do jeito dela etc.

Se tem uma coisa que aprendi nesses cinco anos de casada, foi o respeito às diferencas. E a prática da tolerância também, afinal de contas, se o chão não ficou brilhando, se sobrou uma poeirinha em cima do móvel, isso não faz a menor diferenca.

O que faz diferenca é o trabalhão que eu deixei de ter pra limpar toda a casa sozinha! O que eu levaria umas quatro horas pra fazer sozinha, nós juntos gastamos só uma hora e meia e ainda temos tempo pra fazer outras coisas mais interessantes do que limpar a casa!

Diante desta importante constatacão, escolhi ser inteligente: deixei de lado meus brios domésticos, relaxei e... fui ler um bom livro, assistir a um bom filme... Bem, cada um que use a criatividade e preencha esse tempo livre como quiser ;)

Domingo, Agosto 12, 2007

Meu pai, meu herói

Quando eu tinha mais ou menos uns cinco anos de idade, me ensinaram o seguinte versinho:

Sou pequenininha / Do tamanho de um botão

Carrego papai no bolso / E mamãe no coração

O bolso furou / Papai caiu no chão

Mamãe que é mais querida / Ficou no meu coração

Acho que essa foi a primeira vez que percebi o quanto gostava do meu pai, pois ficava muito triste com a parte do verso que dizia que ele caiu no chão. E quando ele me perguntava: “Papai caiu no chão, filhinha?”, eu dizia: “Não, ficou no coração com a mamãe!”.

Eu não sei se o seu Paulinho se lembra disso, mas eu me lembro perfeitamente, pois foi marcante para mim o fato de alguém fazer um versinho onde o papai ficava no chão. Que tristeza! Mas agora entendo que nem todo mundo tem a sorte de ter um pai maravilhoso como o meu. Esse deve ser o caso do criador do verso, pobrezinho.

O seu Paulinho sempre foi um Paizão, com P maiúsculo mesmo. Durante 16 anos de sua vida ele trabalhou duro, em dois lugares diferentes, de dia e de noite, nos finais de semana e nos feriados... E ainda assim, sempre que estava em casa ele cozinhava algo bem gostoso, fazia pipoca, contava histórias de aventura (onde ele era o herói) e sempre arrumava uma forma de nos ensinar as coisas mais importantes dessa vida.

Eu adorava ficar do lado dele quando ele estava cozinhando, pois ele me explicava tudo o que estava fazendo e dizia que eu seria uma ótima cozinheira. O refogado, os temperos, os segredos... todos ficaram gravados na minha memória e até hoje freqüentam a minha cozinha.

É incrível como me lembro de cada palavra, cada ensinamento, cada gesto de carinho e respeito que ele sempre teve com cada um de nós.

E agora, como uma mulher adulta e feliz que ele me ajudou a ser, posso afirmar com toda a certeza: meu pai é realmente um herói! Ele lutou contra a pobreza, contra a desigualdade, contra a insegurança, contra a maldade humana e todos os vilões que podem ameaçar a felicidade de uma criança.

E ele venceu! Mandou cada vilão para a lona e merece uma medalha: o meu coração!

Te amo, meu pai! E vou te amar pra sempre!