Quarta-feira, Maio 23, 2007

Ela é ‘forrozeira’





Nunca gostei muito de forró e músicas do gênero, mas neste sábado que passou me descobri uma ‘forrozeira’ nata. É que fui assistir à apresentação de uma banda finlandesa de forró da qual um amigo brasileiro faz parte, sem grandes expectativas, diga-se de passagem, e acabei surpresa com o entusiasmo que tomou conta de todos no local.

A banda toca, principalmente, músicas do grupo Fala Mansa e adapta alguns instrumentos para chegar o mais próximo possível do nosso som brasileiro. E, na minha opinião de leiga em forró, eles cumprem bem o papel de divulgar esse tipo de música e colocar sua platéia para dançar.

Foi uma situação muito curiosa essa. Várias pessoas dançando juntinhas, ao som do Fala Mansa, numa praça de... Kallio, Helsinki! Muitas pessoas da platéia já conheciam o som e a língua, pois faziam parte do grupo de capoeira da cidade, mas, pela forma de dançar, dava pra perceber também outras tantas pessoas ali estavam ouvindo aquilo pela primeira vez, e se entregavam à dança com o mesmo entusiasmo.

Outra coisa curiosa era a forma como os brasileiros presentes se identificavam no meio da galera. A gente olhava um para o outro... hesitava um pouco... depois, inevitavelmente, vinha a pergunta: você é brasileiro(a), não é? Na mosca! Brasileiro se reconhece até pelo jeito de andar, incrível. Por mais plurais que sejamos em matéria de fisionomias, parece que tem algum dispositivo que nos permite reconhecer nossos semelhantes.

Resumindo, ‘forrozamos’ muito! A banda Miau and the Boys foi uma agradável surpresa neste início de verão. E quem sabe no próximo show a gente não junta uma galera brasileira pra cair no forró? Se depender da minha divulgação a farra já está garantida!







Terça-feira, Maio 15, 2007

A falta que a Marilda faz...


Muita falta! Morar longe da família não é fácil, principalmente nessas datas especiais, nas quais costumamos nos reunir ao redor de uma mesa e rir, conversar, comer, beber e depois repetir tudo isso em ordens diversas até o fim do dia. Que delícia!

Ainda mais quando a comida é a da dona Iola! Esse é o apelido da minha mãe, que na verdade se chama Marilda, mas que ninguém conhece por esse nome ( e o que acho mais engraçado é o “dona”, que parece dar um ar de respeito ao apelido).

Essa dona Iola é mesmo uma mulher maravilhosa. É forte, lutadora e uma ótima cozinheira. Quem já provou de sua comidinha caseira e dos seus famosos bolos sabe do que eu estou falando.

Cresci sendo protegida e muito bem cuidada por essa mulher, que me ensinou tudo nessa vida. Eu digo tudo, porque sem a base que aprendi em casa nada do que viria depois teria alguma utilidade.

É verdade que o seu Paulinho tem uma participação especialíssima nessa criação, mas isso fica pra outro post, pois esse é só da dona Iola!

Sempre com café da manhã, banho, almoço, colégio e jantar na hora certa. Sempre com roupa lavada passada e cheirosa. Sempre com muitas horas para brincar. Sempre com muito carinho, respeito e proteção. Foi assim que dona Iola me criou e me ensinou que a vida é a gente que faz.

Não importava se éramos pobres, se éramos muitos (somos quatro irmãos), se a casa era pequena e os problemas grandes. Ela estava ali sempre, pronta a atender ao nosso chamado, a nos socorrer em nossos medos, a nos corrigir em nossas falhas.

Mãe rigorosa e honesta, que nunca nos permitiu um pequeno desvio de caráter sequer. Mãe que nos ensinou com o melhor: o exemplo. Exemplo de vida que carregarei comigo para sempre.

Mãe, obrigada por tudo o que fez por mim! Obrigada por me ajudar a ser quem eu sou. Se um dia eu conseguir fazer pelos meus filhos o que você fez por mim, eu serei uma mãe muito realizada e feliz de ter cumprido com tanta dignidade e sucesso o papel mais difícil da vida: o de ser mãe!

Um beijo a todas as mães que passarem por aqui, em especial para tia Vera, mãe do Cássio e minha segunda mãe!

Terça-feira, Maio 08, 2007

Feijuca Brasuca


Quem disse que não se come feijoada na terra do Papai Noel? Neste sábado que passou minha amiga Lidi fez uma deliciosa feijoada para homenagear uma amiga dela que estava aqui na Finlândia de visita.

Foi uma delícia! Teve arroz branco, farofa e até vinagrete. Além do feijão preto, claro, recheado de muita carne. E de sobremesa... torta de limão e bolo tipo prestígio, hummm! Ah, não posso deixar de citar o aperitivo: gelatina preparada com vodka, um perigo!

Falamos, rimos e comemos muito com essa galera brasileira! E o pior é que ainda tínhamos um aniversário depois da feijoada. E fiquei morrendo de pena de não tem mais espaco para provar as delícias que a aniversariante preparou.

Mas mesmo assim o aniversário foi muito bom, conversamos e nos divertimos bastante com os colegas de Cássio dos tempos de doutorado na universidade.

Mas não pára por aí... No domingo ainda tivemos uma festa de 1 aninho pra ir. Foi o aniversário da filha dos nossos amigos argentinos.

A festinha foi muito boa, estava cheia de criancas correndo pela casa e muitas guloseimas enfeitando a mesa. Os adultos eram todos finlandeses e latino-americanos, de forma que foi e uma boa oportunidade para conhecer um pouco mais das outras culturas e línguas.

Vida de brasileiros na Finlândia é assim: tem fim-de-semana que não acontece nada, e tem outros que mal dá pra cutir todas as festas.

Sexta-feira, Maio 04, 2007

Vappu 2007 - fatos e fotos

Forca!














Um brinde à alegria!














Posando de princesa!














E a festa continua...
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Vappu 2007 - fatos e fotos

Segunda-feira: Cerimônia de lavagem da estátua Havis Amanda na Esplanadi.












Preparados para a festa!













Turbinando...













Plooooock!

Pré-vappu 2007 - fatos e fotos

Sexta-feira: queijos e vinhos com André e Gilmara (from Manaus) aqui em casa.
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