Esses dias estava no ônibus, distraída, quando entrou um gurpo de adolescentes que pareciam estar a caminho de alguma escola. Nada mais corriqueiro, não fosse o forte cheiro de cigarro que adentrou junto com eles.
Eu sei que sou meio careta, ou totalmente careta, para ser mais sincera. Mas mesmo deixando um pouco de lado esse meu lado "certinha" e tentando olhar mais livremente para essa juventude, acho um exagero tanta autonomia e independência. Aos meus olhos, esses jovens me parecem mais presos do que livres.
É como se eles tivessem que ser rebeldes, liberais e modernos, só porque a sociedade em que eles vivem lhes dá essa oportunidade. Para quem está de fora, parece que eles TÊM que beber, TÊM que fumar e TÊM que transar para conhecer a vida, experimentar e crescer.
E TÊM que sofrer as conseqüências também: a ressaca no dia seguinte, as matérias perdidas na escola, o dinheiro desintegrado antes do fim do mês (aqui, muitos jovens de 16 anos já moram sozinhos), os problemas de saúde, a solidão depois do sexo sem vontade, o drama de um aborto etc.
Essa pode ser uma maneira muito dolorida de se amadurecer. Eu sei que crescer dói, mas não precisa ser tanto assim. Pode ser aos poucos, com carinho, conversa e protecão. Libertar não significa abandonar, e talvez muitos finlandeses tenham perdido o ponto em que esses dois conceitos se separam.
Uma pessoa pode crescer e experimentar a vida de outra forma que não seja sempre sofrendo na própria pele todas as conseqüências dos erros que pode cometer. Uma crianca não precisa queimar a mão em uma panela quente para aprender a não mexer no fogão. Ela pode aprender o conceito de quente em outra situacão menos perigosa e que não lhe deixe cicatrizes por toda a vida.
Enfim... essa é apenas a visão de uma estrangeira, de uma pessoa criada em um ambiente cultural totalmente diferente desse, em que vive esse curioso povo do norte.
Eu sei que sou meio careta, ou totalmente careta, para ser mais sincera. Mas mesmo deixando um pouco de lado esse meu lado "certinha" e tentando olhar mais livremente para essa juventude, acho um exagero tanta autonomia e independência. Aos meus olhos, esses jovens me parecem mais presos do que livres.
É como se eles tivessem que ser rebeldes, liberais e modernos, só porque a sociedade em que eles vivem lhes dá essa oportunidade. Para quem está de fora, parece que eles TÊM que beber, TÊM que fumar e TÊM que transar para conhecer a vida, experimentar e crescer.
E TÊM que sofrer as conseqüências também: a ressaca no dia seguinte, as matérias perdidas na escola, o dinheiro desintegrado antes do fim do mês (aqui, muitos jovens de 16 anos já moram sozinhos), os problemas de saúde, a solidão depois do sexo sem vontade, o drama de um aborto etc.
Essa pode ser uma maneira muito dolorida de se amadurecer. Eu sei que crescer dói, mas não precisa ser tanto assim. Pode ser aos poucos, com carinho, conversa e protecão. Libertar não significa abandonar, e talvez muitos finlandeses tenham perdido o ponto em que esses dois conceitos se separam.
Uma pessoa pode crescer e experimentar a vida de outra forma que não seja sempre sofrendo na própria pele todas as conseqüências dos erros que pode cometer. Uma crianca não precisa queimar a mão em uma panela quente para aprender a não mexer no fogão. Ela pode aprender o conceito de quente em outra situacão menos perigosa e que não lhe deixe cicatrizes por toda a vida.
Enfim... essa é apenas a visão de uma estrangeira, de uma pessoa criada em um ambiente cultural totalmente diferente desse, em que vive esse curioso povo do norte.