Terça-feira, Maio 15, 2007

A falta que a Marilda faz...


Muita falta! Morar longe da família não é fácil, principalmente nessas datas especiais, nas quais costumamos nos reunir ao redor de uma mesa e rir, conversar, comer, beber e depois repetir tudo isso em ordens diversas até o fim do dia. Que delícia!

Ainda mais quando a comida é a da dona Iola! Esse é o apelido da minha mãe, que na verdade se chama Marilda, mas que ninguém conhece por esse nome ( e o que acho mais engraçado é o “dona”, que parece dar um ar de respeito ao apelido).

Essa dona Iola é mesmo uma mulher maravilhosa. É forte, lutadora e uma ótima cozinheira. Quem já provou de sua comidinha caseira e dos seus famosos bolos sabe do que eu estou falando.

Cresci sendo protegida e muito bem cuidada por essa mulher, que me ensinou tudo nessa vida. Eu digo tudo, porque sem a base que aprendi em casa nada do que viria depois teria alguma utilidade.

É verdade que o seu Paulinho tem uma participação especialíssima nessa criação, mas isso fica pra outro post, pois esse é só da dona Iola!

Sempre com café da manhã, banho, almoço, colégio e jantar na hora certa. Sempre com roupa lavada passada e cheirosa. Sempre com muitas horas para brincar. Sempre com muito carinho, respeito e proteção. Foi assim que dona Iola me criou e me ensinou que a vida é a gente que faz.

Não importava se éramos pobres, se éramos muitos (somos quatro irmãos), se a casa era pequena e os problemas grandes. Ela estava ali sempre, pronta a atender ao nosso chamado, a nos socorrer em nossos medos, a nos corrigir em nossas falhas.

Mãe rigorosa e honesta, que nunca nos permitiu um pequeno desvio de caráter sequer. Mãe que nos ensinou com o melhor: o exemplo. Exemplo de vida que carregarei comigo para sempre.

Mãe, obrigada por tudo o que fez por mim! Obrigada por me ajudar a ser quem eu sou. Se um dia eu conseguir fazer pelos meus filhos o que você fez por mim, eu serei uma mãe muito realizada e feliz de ter cumprido com tanta dignidade e sucesso o papel mais difícil da vida: o de ser mãe!

Um beijo a todas as mães que passarem por aqui, em especial para tia Vera, mãe do Cássio e minha segunda mãe!

5 comentários:

Lidiane disse...

Que lindoooo!!!!Eu mesmo sem conhecer a Dona Lola a admiro, por ter feito uma filha tao linda, carinhosa, inteligente, bondosa e maravilhosa como vc, Pata!Beijo grande!

Caroline Rodarte disse...

Esse post foi muito bonito mesmo! Fiquei emocionada! Parábens Dona Lola pela filha que tem e parabéns Patrícia pelo post, sua mãe deve ter ficado orgulhosa.
Também sinto muita falta da minha família, mas é tão bom poder voltar, reencontrá-los e rebecer/dar muito carinho.
Beijos para vcs.

rhaonis disse...

Que texto lindo, estou tocado. Já vou passar lá no Rio pra provar o rango da dona lola! Parabéns por ela ter nos dado uma filha tão TUDO DE BOM!

:)

beijos

carla disse...

Ola,

perdoe-me por invadir sua página, estou a procura de brasileiros q morem na finlandia, especialmente, na capital, que possam me ajudar a conseguir informações sobre uma amiga que esta internada em estado grave, n falamos o finlandes e n estamos conseguindo informações. se puder ajudar,s erá um grande ato de caridade com os amigos e familiares,

forte abraço

carlageovanasantos@hotmail.com

Pata disse...

Ah, gente, o nome da minha mãe é Iola (lê-se iôla), mas a fonte que eu usei usa a mesma letra para o "i" maiúsculo e o "l" minúsculo. Dá pra acreditar? Que idéia!

Obrigada a todos pelos lindos comentários!